Todo final de semana eu viajo até a casa dos meus pais para descansar e esquecer um pouco dessa vida agitada da capital. Vou no sábado e volto no domingo. Neste domingo, assim que eu cheguei no meu apê, comecei a descarregar a mala de coisas que trouxe e, notei que eu havia esquecido o carregador do celular...
Tudo bem, a bateria do celular estava um pouco pra baixo da metade, ia ter energia pra mais de metro. Segunda-feira de manhã, indo pra faculdade, nem me liguei que estava sem o carregador e fui ouvindo minhas Mp3 como de costume. Durante a aula chata de metodologia aproveitei para ouvir mais um pouco... e aí me lembrei que estava sem o carregador. Fui olhar o medidor de bateria e vi: 15%.
OK, resolvi deixar ele desligado e ligar de vez em quando pois, como o celular é Claro, se alguém me ligar quando o celular estiver desligado, quando eu ligar o celular eu recebo um SMS avisando. Saí da faculdade e fui pro trabalho. Chegando lá, liguei pro meu pai e pedi pra ele mandar o carregador via SEDEX para mim. Ele me mandou na segunda a tarde e na terça a tarde o carregador já estava me esperando.
Cheguei em casa na terça a noite e botei o celular pra recarregar, hoje quando acordei a bateria já estava mais do que carregada e eu pude ir pra escola ouvindo músicas como de costume. Tudo ocorria sem novidades, até agora a noite...
Eu fui até o shopping jantar, como sempre faço. Fui e na volta, minha mãe me ligou. Eu atendi e comecei a falar com ela. Poucos metros depois vi que haviam três moleques (15 anos cada, no máximo) e eles ficaram me encarando. Como eu estava falando ao celular, infelizmente não me toquei sobre o perigo. A hora que desliguei o celular vi que um deles estava bem ao meu lado e os outros dois logo atrás. Segue o diálogo: (se é que podemos chamar esta abordagem de diálogo...)
-- Meliante: Passa o celular!
-- Eu: O quê?
-- Meliante: O celular, passa logo! Os caras aí atrás de você, não vacila!
-- Eu: (entregando o celular) Tá aí.
Eu estava com os fones pra fora da camisa e ele notou:
-- Meliante: Cadê o MP3?
-- Eu: É o celular.
-- Meliante: Não enrola, como é?
-- Eu: (droga... além de me roubar quer uma aula de uso...) É sim, deixa eu mostrar...
-- Meliante: Deixa, tá bom. Dá o fone.
-- Eu: Tá aí. (já que é assim, não vou precisar mais deles mesmo...)
Mas parecia que ele ainda não estava contente:
-- Meliante: Quanto é esse celular?
-- Eu: 250... (até parece que se fosse 25 ou 2500 reais ele agiria diferente...)
E realmente não estava contente:
-- Meliante: Passa a carteira!
-- Eu: Pode ser só a grana? Deixa eu ficar com os documentos? (tirar segunda via de documentos ninguém merece...)
-- Meliante: Tá, mas agiliza!
-- Eu: Tô. (7 reais...)
-- Meliante: Cadê o resto?
-- Eu: Olha aí, não tem mais nada...
-- Meliante: ... tem cartão de crédito?
-- Eu: Não.
-- Meliante: Vai, vai, sai andando.
O que mais me deixa chateado é que eram três moleques e muito jovens. Felizmente, para minha sorte, eles estavam calmos e eu consegui dialogar com eles na boa. Pra um assalto, eles foram bem gentis. É, como diria meu pai: "Rapadura é doce mas não é mole.".
Por Moreno chocolate em 8/30/2006 09:13:00 PM
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No fim de semana, fui à festa de aniversário de uma amiga, ela convidou uma outra amiga, que mora numa Marina. Mas não é do tipo que só guarda os barcos, lanchas e afins dos granfinos. É do tipo que os granfinos moram e tem seus brinquedinhos estacionados no quintal. Bom ela mora lá como caseira, com os pais, aqui isso é muito comum. No final da festa ela me pediu uma carona, mesmo sendo caminho oposto ao meu eu disse que tudo bem, afinal sou muito educada!
O pretendido era deixá-la na portaria e vazar. Mas quando chegamos (tinha mais caronas), ela perguntou se não gostaríamos de conhecer o condomínio e ir até o mirante. É claro que nós, pessoas tão educadas, não poderíamos recusar. A caminho do mirante! A guia pediu para que eu seguisse em frente e virasse a direita para subir um morro. Hu-hu, vamos lá, todos empolgados para conhecer o tal mirante. Subimos, subimos e subimos, o morro não tinha fim. E quanto mais a gente subia, mas longe da civilização ficávamos, era mato de um lado e do outro. Luz? Quem precisa de luz hoje em dia? O lugar era escuridão total. Percebo que em determinado momento a empolgação que tomava conta das pessoas do carro acaba. Ficou aquele silêncio que rapidamente foi interrompido quando chegamos ao final da rua, sem saída, com um portãozinho macabro impedindo passagem, várias cercas de metal e uns lances que pareciam usina nuclear.
Eu: - Meu cadê o mirante?
Guia: - A gente passou faz tempo, mas como você tava empolgada, resolvi deixar vir até o final.
Há há há, como é engraçada. Tudo bem, vamos dar meia volta, e problema resolvido. Mas, doce ilusão. A rua além de muito estreita era uma ladeira, um grande desafio para manobristas! Fiquei uns 20 min indo só para frente e para trás. Mas porque esse movimento? Algo muito simples: devido a escuridão, e termos somente a luz do farol do carro, 4 meninas histéricas gritando no meu ouvido, e um marmanjão se aproveitando da situação para assustá-las (Não me pergunte como coube todas essas pessoas no carro), o medo tomou conta de mim e eu não conseguia abrir os meus olhos...
Sim, como eu ia manobrar com olhos fechados? Até me perguntaram na hora sobre, e minha resposta foi simples:
- To com medo de ver coisas...
Isso mesmo, toda vez que olhava para frente me dava a impressão que algum ser ia sair daquele mato, na hora veio tudo a minha cabeça, E.T, Chupa Cabras, Alguma alma penada, um Serial Killer, algum animal não identificado, tudo de estranho que você possa imaginar, inclusive personagens de filmes, já pensou o Jason pulando de uma árvore?
Assim não ia dar para continuar, eu precisava de um manobrista para ajudar. Na verdade na minha cabeça o manobrista serial o alvo, se algo estranho saísse do mato ia pegar quem estava fora do carro, já que o mesmo estaria com as janelas fechadas e portas travadas. Claro que não contei para ninguém o que passava na minha cabeça. Depois de muito lenga-lenga, ficou decidido que a guia sairia, afinal ela foi a responsável por estarmos lá!
Depois de muito custo e da ajuda dela, consegui manobrar e estávamos livres! Foi um sufoco, ainda conseguimos parar no tal do mirante, sinceramente não valeu a pena tanto medo por aquilo, talvez se fosse de dia eu mudasse de idéia, mas à noite, sem salvação o lugar.
De lá fomos deixá-la em casa, e babamos por todas as mansões que passávamos em frente, uma mais linda que a outra. Quando chegamos a casa dela, ela convidou para conhecer, nossa que casa divertida, tem quadra de tênis, de futebol, piscina gigantesca, um jardim lindão, voltado para o mar, com um píer, infelizmente não tinha lancha, mas de lá pude ver as dos vizinhos. Depois de ver tudo isso, bate até depressão por não te igual hahahaha, mas tudo bem eu chegarei lá!
Fotos áreas, tiradas do helicóptero da família para você conhecer o lugar. (Google Earth)
Por Blá em 8/30/2006 04:09:00 PM
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Este final de semana eu fui ver o filme
Click. Caso você ainda não tenha ouvido falar, é um filme aonde a proposta é: "Um controle remoto universal que permite controlar qualquer coisa, inclusive passagens e pessoas na sua vida".
A história, devo admitir, não é das mais originais. Porém, a forma com que ela se desenrola e as confusões que acontecem, são muito inteligentes. O protagonista é um arquiteto que está com alguns problemas em seus projetos com relação a prazos. (quem de nós, que trabalha com projetos, que não está? hehehe)
A interferência do excesso de trampo na vida social e familiar de uma pessoa são, hiliariamente, bem retratadas no filme. Afinal, todo homem de hoje sabe que, excesso de trabalho sempre abre espaço para o Ricardão começar a trabalhar em casa. =)
Além disso, existem outros detalhes que aparecem o filme todo, que servem para dar aquela risada. A rivalidade pai/filho, o cachorro atraído pelo pato de pelúcia, são simplesmente impagáveis. (o último então, hehehe)
Eu recomendo!
Editado: Comentando com a Fofura sobre o filme, olha o que ela me diz: (transcrito do MSN pra cá)
(17:47:50) Eu: Ow, esse final de semana fui assistir aquele "click", mó bom!
(17:48:23) Fofura: ahh eu já vi! gostei.. achei tão engraçado hahaha
(17:49:07) Eu: hahahaha e o pato?
(17:49:32) Fofura: hahaha coitado do pato
(17:49:45) Eu: hahahaha tomou várias enrabadas!
(17:49:53) Fofura: o cachorro conseguiu até faze rum buraco nas costas do bichinho
(17:49:59) Eu: Nas costas?
(17:50:58) Fofura: c não viu?
(17:51:04) Fofura: costas nao.. mais pra baixo
(17:51:12) Eu: Ahhhhhhhhhh na BUNDA!
(17:51:15) Eu: Aí sim eu vi!
(17:51:25) Eu: hahaha nas costas, que inocência!
(17:52:03) Fofura: hahaha ahh é do lado de tras do msm jeito!
(17:52:53) Eu: É, qualquer dia eu vou dar um tapinha nas suas "costas"... Vamos ver se você vai achar que é atrás do mesmo jeito! hahahaha
hehehe ;)
Por Moreno chocolate em 8/28/2006 01:57:00 PM
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Na minha rua tem guardinhas que se revezam em turnos e dias, normalmente os turnos são os mesmos, somente nos dias que eles dão uma diversificada. Deve ser para não cair na rotina. Eu cumprimento todos eles, com um bom dia, tudo bem? Essas coisas. E cada um tem um jeito de retribuir o cumprimento.
Tem um que é básico e objetivo:
Eu - Bom dia! rs
Ele - Boooom dia! - E acena com a cabeça.
Um outro é mais afobado. Um dia passei pela rua e não o vi, ele estava sentado atrás de um carro. Fazendo o quê? Não sei e nem quero imaginar, mas continuando...
Segui meu caminho e só escuto um berro:
__ OOOO Moçaaaa!!! Moçaaaa!!! MOÇAAAAAAAAA!!!! Boa tarde!
Só parou de gritar moça quando eu olhei, quanta atenção não é mesmo?
Tem um outro que tudo o que ele fala, termina em jovem, é como os japoneses e o né.
__ Bom dia Jovem! Tudo bem Jovem? Sua mãe acabou de sair Jovem!
Um dia ele inverteu o Jovem, eu não achei tanta graça, preferia comparar com o né.
Agora vamos ao motivo maior do post. Ontem a noite, estava voltando da aula com uma amiga, que mora nessa mesma rua. Ela entrou na casa dela e eu segui para a minha, logo a frente. Lá estava outro guardinha, o que eu considero mais educado.
Ele estava em pé, no meio da rua, em frente ao prédio onde moro. Enquanto eu procurava a chave na bolsa e abria o portão, seguiu-se o dialogo:
Ele - Boa noite mocinha!
Eu - Boa noite! rs
Ele - Como foi a aula?
Eu - Boa. rs
Já estava fechando o portão e vem o grande final:
Ele - Tenha bons sonhos meu bem!
Eu - O.O
Meu bem? O tenha bons sonhos eu até aceitava, mas meu bem? Ele poderia ter me deixado dormir sem essa. Uma vontade enorme de rir surgiu, só não fiz porque ia ficar parecendo que eu gostei, e ia dar muita brecha. Resolvi fingir que não ouvi e corri para o elevador, lá sim eu pude rir à vontade.
Eu só queria lembrar em qual momento na minha vida, ou na dele, um simples boa noite se estendeu ao meu bem! Mas beleza a gente releva.
Por Blá em 8/24/2006 10:51:00 AM
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São Paulo é uma cidade de "lua" . Segunda-feira, ontem, 06 da manhã, acordei para ir à faculdade. Tomei meu banho e abri a janela para verificar se estava frio ou não. O clima estava brando e não estava ventando. Imaginei que a temperatura ao longo do dia só aumentaria então não faria sentido algum levar uma blusa. Botei uma camisa simples e uma calça e fui pra escola.
Tomei o busão, depois fiz a baldeação pro trem, tudo normal. Saí da estação de trem e fui tomar café. Um chocolate quente e uma fatia de bolo no tiozinho da estação é tudo que eu preciso pra aguentar a primeira aula da faculdade.
Passada a primeira aula, saímos para o intervalo (ou recreio, como queira). Você não tem noção do vento que estava lá fora, perto da praça de alimentação! Lá estava eu, mesmo exposto ao Sol, rangendo os dentes com o frio em volta.
Como o intervalo é rápido, fiquei só imaginando que a noite, na hora de ir embora do trabalho, é que o pior estaria me esperando. O dia foi passando e a noite foi chegando...
20:30, resolvi sair para jantar. A tarefa era simples, me deslocar até o shopping (5 quadras daqui), comer e voltar rapidamente. Desci até a portaria e saí pela rua. A velocidade do vento e sua temperatura faziam com que meu nariz ficasse mais duro que... mais duro que... isso, exatamente isso.
Nem demorou e eu iniciei um cooper até o shopping. Felizmente, o futebol de todo final de semana me rendeu algum condicionamento físico, suficiente para chegar até o shopping sem precisar de uma máscara de oxigênio. Comi e dei início ao processo crítico: voltar.
Como eu havia comido uma refeição generosa, concluí que não seria prudente voltar correndo. Encarei a viagem de volta com apenas uma pensamento na mente: "Frio é psicológico!". E funcionou! Afinal, estou aqui para lhes contar esta história!
22:00, hora de ir embora. O frio era ainda mais estarrecedor! Felizmente, o ponto do bumba fica a apenas uma quadra do trampo. Me dirigi até lá e embarquei no primeiro busão com a porta aberta que vi. Felizmente, 90% dos ônibus que passam por aquele corredor, me deixam na porta de casa!
Hoje, dia seguinte, resolvi trazer uma blusa. Bom, não está frio... O que eu faço com esta blusa agora? Maldito encosto! Amanhã eu não trago blusa!
Por Moreno chocolate em 8/22/2006 03:24:00 PM
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Domingão, nada para fazer, as horas não passam, só da fome. Então uma amiga liga, proposta irrecusável: vamos ao cinema! Ela ficou de avisar o namorado e eu, um amigo nosso.
Combinei com ela de nos encontrarmos na casa do namorado, e lá pegaríamos carona com ele. Liguei para o meu amigo, e ele quis ir de moto até lá, como eu não sou fã desse veículo de duas rodas sem nenhuma proteção lateral, sugeri irmos de ônibus, ou até mesmo a pé, pela praia. Ia ser tão legal. Mas minha sugestão não foi aceita, nem ao menos ouvida. Ele foi curto e grosso: "Te pego ai daqui a pouco. TU TU TU TU".
Cadê as despedidas? Como as pessoas estão sem educação! Desliguei o telefone e logo minha cabeça se encheu de besteiras. Ele vai vir me buscar de moto! Tava de brincadeira neh? Eu só andei de moto uma vez, e jurei que seria a última!
Tudo bem, nada de pensamentos ruins. Logo me concentrei, o Fulano ta com a moto há três meses, tirou carta há quase dois anos, não pegou em nenhum objeto com rodas todo esse período, e ainda se atreve a dar carona! Mas o que tem demais? Ele ta vivo, vou dar um voto de confiança.
Enquanto esperava, lembrei de um episódio hilário que aconteceu com o indivíduo. Ele caiu da moto enquanto esperava o semáforo abrir. Se ele cai com a moto parada, falta nada para cair enquanto ela anda. Mas calma, volta a si Fofura, se concentra. Lembra do voto de confiança? Então, não tem o que temer.
Escuto uma buzina. Ah ele chegou, vamos lá, faz uma reza, se benze e segue em frente. Subo na moto e já da uns trancos. Ah o engraçado deu até risada. Eu não achei nenhuma graça!
Não adiantou nada eu pedir para ir devagar, o cretino corria que era uma beleza, também deveria ser porque tava com falta de ar e queria chegar logo ao destino, o apertei com todas minhas forças! Se eu caisse, ele cairia junto, não vou me ferrar sozinha neh?!
Eu me senti numa montanha russa, mas sem cinto de segurança. Aliás, como não colocam cintos em motos?! Meuuu, vidas estão em jogo! Sugeri que ele fosse devagar pela ciclovia, adiantou nada! Fui boa parte do caminho de olhos fechados, por que eu abriria? Para ver a morte se aproximando mais de mim?
Mas enfim, chegamos ao destino, vivíssimos. Na volta resolvi pegar carona com o casalzinho. Eu não ligo em segurar vela tah? Minha vida tava em risco.
Por Blá em 8/21/2006 12:01:00 AM
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Calma... não é um conto erótico. No post anterior, eu comentei sobre o fato de eu ter sido "xavecado" durante meu almoço num restaurante aqui perto do trampo. Hoje, novamente, fui "xavecado", desta vez muito mais "na lata".
Aparentemente seria um almoço como os demais. Desta vez fomos eu e um camarada comer. Montamos nosso prato, pesamos e começamos a comer. Resolvi tirar meu boné pra comer e o coloquei na mesa ao lado da nossa.
Foi quando, do nada, passa a garçonete mencionada abaixo, para do meu lado e diz:
-- Que boné bonito esse hein!
Tem um pinguim desenhado nele. Sucesso garantido com as garotas, modéstia a parte. Qualquer dia eu tiro uma foto e mostro a vocês. Seguindo o diálogo:
-- (eu) Gostou?
-- (ela) Ah sim. Eu tenho um monte desses.
-- (eu) Ah é? Você usa também?
-- (ela) É, costumo vir pra cá de boné! Acho legal!
-- (ela) Tenho 28!
-- (eu) Nossa, 28! Poderia me dar uns, só tenho dois!
-- (ela) hehehe
-- (eu) Ah, tá bom, pode dar só um então!
-- (ela) Hmmm, tá, quando é seu aniversário?
-- (eu) XX de setembro.
-- (ela) Tá bom, vou te trazer um de presente então! (enquanto saia pra atender um cliente que a chamou *)
:D, preciso falar algo mais?
* Ela anotou a data na mão, com caneta. E sim, eu vi que ela realmente escreveu a data que eu falei.
Por Moreno chocolate em 8/18/2006 04:01:00 PM
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Já diz o ditado. É impressionante como este ditado se confirma vez por vez. Tudo começou neste final de semana, que seria aparentemente comum.
Como eu costumo fazer, viajo para a casa dos meus pais no interior, no final de semana. No sábado eu resolvi estudar um pouco das matérias da faculdade e fiquei aqui em Sampa até mais ou menos meio-dia. Cheguei na casa dos meus pais lá pelas 14:00. Resolvi que não ia sair de balada na noite de sábado, afinal, não podia deixar de lado a igreja dominical matinal de sempre.
A tarde fui ao supermercado comprar algumas coisas. Lá pelas 19:00, eu fui até a locadora pegar uns DVDs. Após eu voltar pra casa e assistir o DVD que peguei para mim, resolvi sair para dar uma ligeira volta na cidade. A vida social manda lembrança! =)
Saí de casa umas 21:30. Decidi que não demoraria muito pra voltar, no máximo uma hora. Não muito após eu começar minha caminhada noturna, recebo uma ligação de uma colega minha, ex-ficante, me chamando pra sair. Como eu sou educado, é claro, aceitei. ;)
O nosso passeio terminou lá pelas 01:00, eu a deixei em casa e voltei para minha casa, a fim de gozar do "sono dos justos". Cheguei, fui até o banheiro fazer o número 1 e caí desmaiado na cama.
Acordei umas 07:00, para terminar de assistir meu DVD e me preparar para a igreja. Lá pelas 08:30 parti vestido adequadamente para a igreja. Cheguei lá, cumprimentei os irmãos e começamos a pelada! hahaha essa sim é igreja da boa!
Voltei para São Paulo lá pelas 14:00. Pouco antes disso recebi um SMS de uma outra colega minha, ex-ficante também, dizendo: "klaus, me liga, quero falar com vc!". Resolvi me fazer de difícil e não liguei na hora, hahaha
Liguei para ela lá pelas 21:30, pra ouvir que ela "estava com muitas saudades de mim, que a gente precisava pegar um cinema mais uma vez, blábláblá". Tanto esta, quando a outra, foram totalmente inesperadas!
Como se isso já não fosse o bastante, hoje, na hora do almoço, eu fui explicitamente "xavecado" pela garçonete do restaurante. Eu havia pedido uma limonada suiça com bastante açucar, ao que ela responde: "Pode deixar, bem docinha pra você". Quando ela trouxe, se esqueceu do açucar e já mandou: "Ah, esqueci do gelo, peraí que com gelo é melhor!". Na hora que eu estava saindo, ela estava perto da minha mesa e quando eu levantei, ela colocou a mão nas minhas costas e disse: "Até amanhã!". Tudo bem que minha garçonete favorita é uma outra mas, tem vezes que a gente não se pode dar ao luxo de escolher. hahahaha
O fato é, o final de semana anterior, eu passei em branco (talvez seja pelo fato de eu ter passado ele todo trancado no quarto estudando, vai saber...), agora neste, que ao que tudo indicava seria idêntico, assim que surgiu uma, começou a chover na horta. Bom, já que a horta parece estar fértil, é hora de plantar mandioca. (ohohohoho essa foi ótima, diz aí!)
Por Moreno chocolate em 8/14/2006 03:46:00 PM
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Estou saindo do estágio quando uma voz masculina me chama:
__ Fofura!!! Tudo bem?
__ Tudo, e com você?
__ Tudo bem, quanto tempo hein? Ta trabalhando ali? (Aponta pro meu lugar de trabalho.)
__ Sim, faz um tempo já, e você? Ta fazendo o que da vida?
__ Ah eu to trabalhando aqui (Em frente onde eu trabalho). Então, você tem visto o pessoal?
__ Não, nunca mais vi ninguém, que chato neh? E você?
__ Também não, eles somem!
__ O que a gente pode fazer? Bom tenho que ir, xau!
__ Xau Fofura, a gente se fala!
Segui meu caminho e uma dúvida não saia da minha cabeça, quem é essa criatura? Como sabe meu apelido? E que pessoal? Eu não sabia com quem tava falando, quem dirá pessoal que nós temos em comum. Fiquei uns minutos pensando, será que é do orkut? Contato de enfeite do msn, primo distante, amigo de amigo de amigo meu?
Daí você se pergunta: Como você fala com desconhecidos na rua? Meu, a pessoa sabe meu apelido, então ela teve algum grau de aproximação comigo. E se fosse um doido? Eu não vo ficar contrariando doido na rua, eu tenho amor à vida!
E falando sério, deu para enrolar bem, duvido que ele tenha percebido que eu não lembrava dele. É melhor fazer isso, do que magoar a pessoa dizendo que não lembra dela, e cedo ou tarde você lembrará, então não vamos complicar.
Bom, mas passadas algumas horas, mistério resolvido, aquele rosto que martelou o dia inteiro na minha cabeça finalmente foi relembrado. Esse ser, que me reconheceu na rua, era nada mais nada menos que um garotinho safado, peste, que estudou comigo na 1ª série, e puxava meu cabelo todos os dias, além de sair correndo com o meu material e não me deixar prestar atenção na aula! É surpreendente como ainda lembra de mim.
Ah eu me divirto, que cidade grande!
Por Blá em 8/09/2006 04:57:00 PM
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Morar sozinho, como eu mesmo já relatei, tem lá suas inúmeras vantagens. Porém, nem tudo são flores. Neste domingo me deparei com uma atividade que certamente seria mais fácil com o auxílio de uma segunda pessoa. Mas, como macho da casa que se preza, não foge da raia e mata o problema!
Durante a semana passada, meu pai veio até a capital pra comprar algumas coisas no Brás. Aproveitei que ele viria e pedi para que ele comprasse uma mesa para colocar meu PC, afinal, usar a mesa da cozinha para esta finalidade não é muito legal.
Ele me disse que compraria as coisas dele, compraria também a mesa e depois a deixaria no apê, inclusive montando-a na sequência. Vale lembrar que ele contaria com ajuda para o feito, o motorista da van.
No decorrer do dia ele comprou a mesa mas, no final da tarde, acabou ficando sem tempo para montá-la. Ao chegar no apê, na sexta-feira, 22:30 e ver a mesa desmontada, já pude perceber que o pior estava por vir.
Resolvi não me importar, fui dormir e no sábado de manhã viajei para a casa dos meus pais. No domingo falei com meu pai e pedi uma chave de fenda emprestada para montar a mesa. Ele me perguntou com um tom de ironia:
-- Você vai montar a mesa sozinho?
Ao que eu respondi categoricamente:
-- Claro pai, tem o manual, é fácil.
Percebi um certo ar irônico em sua face logo após minha frase mas, apenas ignorei. Eu havia dado uma olhada "por cima" no tamanho do parafuso antes de sair no sábado e peguei uma chave que, teoricamente, serviria.
Cheguei no meu apê no final da tarde de domingo, umas 17:00. Pensei comigo mesmo: "Vou levar uma hora pra montar isso aqui, tomo um banho depois e vou sair pra comer.".
Abri a caixa da mesa e iniciei a montagem. Achei o manual, em espanhol e em português, não sei o motivo, só havia diagramas ilustrados... Saquei a chave de fenda e comecei.
Você não tem noção de como é difícil segurar uma tábua na horizontal, outra na vertical (perpendiculares entre si) e ainda parafusar ambas.
Como se parafusar nestas situações já não fosse divertido o suficiente, eu ainda trouxe uma chave de fenda que era ligeiramente maior que a fenda. (Sim, o "buraco" na cabeça do parafuso chama fenda)
Para cada 30 voltas em falso, uma volta válida. Após muito esforço, muitas palavras de baixo calão direcionadas ao projetista da mesa, que não pensou numa pessoa montando a mesa sozinha, eu consegui terminar a montagem.
Devo confessar que sobraram algumas várias peças e, a mesa não ficou tão estável assim mas, estava lá de pé! Resolvi não subir em cima dela para fazer um teste de stress devido mas acredito que tenha ficado bom. Como estou orgulhoso, vou até colocar aqui uma foto do resultado:

Eu não coloquei uma foto das peças que sobraram pois ia dar trabalho juntar todas numa mesma foto... :D
Por Moreno chocolate em 8/07/2006 05:36:00 PM
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A partir de hoje o sábado perdeu toda sua essência, saiu da classificação de fim de semana, e se juntou aos queridos amigos que fazem nossa alegria do dia-a-dia. A sexta-feira está animadíssima com a novidade.
Após fugir da aula durante toda a semana, nesta sexta-feira à noite, resolvi dar uma passadinha na Universidade para resolver algumas coisas, encontro um amigo e eis a novidade: aula no período da manhã, aos sábados. Já não bastavam os outros dias da semana? Tinha que usar o nosso sábado? O dia mundial do lazer! Ta certo que nem sempre eu aproveito isso, mas mesmo assim, é um direito de todos!
Até pensei que fosse brincadeira, uma espécie de trote ( Aliás, adoram me passar trote). Mas vi a prova! Realmente aulas aos sábados. Deu uma revoltinha, mas daí vi que eram aulas legais, me conformei.
Então me lembram que aos sábados pela manhã eu tenho curso, teria que mudar o horário dele. Bom, pensei: faço durante a semana, o sábado fica livre como sempre foi, ocupado pela manhã, mas eu teria o restante do dia para fazer tudo o que eu quiser, ou simplesmente fazer nada.
Hoje fui ao curso, e nas 457.812 opções de horários, NENHUM se encaixava com os meus. Ou eram durante meu estágio, ou então durante a aula. Qual foi o horário que sobrou? Sábado à tarde, quase entrando pela noite.
O que quer dizer que meu sábado pela manhã estará ocupado, e a tarde também. Que maravilha! Tudo bem, tem a noite. Mas toda idéia de dia de lazer foi passada para trás, já que estarei todo o dia estudando! Quanto tempo vou ter que conviver com isso?
Por Blá em 8/05/2006 12:34:00 PM
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Apesar da minha natureza descolada, eu faço Ciências da Computação na faculdade. Sim, matéria de geeks! (nerds para as más línguas)
No semestre (o primeiro semestre do curso) anterior, eu cursava o período noturno. Neste semestre que se iniciou ontem, eu mudei para a turma matutina. Como era de se esperar inicialmente me sinti um pouco desenturmado mas, nada que um pouco de piadas e bom humor para o pessoal se abrir (calma mente pervertida, não neste sentido).
Depois de seis meses só trabalhando e com várias horas de ócio, meu tempo livre passa agora a tender a zero (droga.. influência das aulas de matemática). Minha rotina se alterou drasticamente, veja a comparação abaixo:
Antes de voltar a faculdade:Acordar 08:30. Chegar no trabalho 09:30. Sair do trabalho 18:30~19:00. 19:00 em diante, fazer o que der na telha!
Com a volta a faculdade:Acordar 06:00. Chegar na faculdade 07:45. Sair da faculdade 11:40. Chegar no trabalho 12:30. Sair pra almoçar e voltar 13:30. Trabalhar até 10:00~10:30.
Mesmo que você tenha cabulado todas as aulas de matemática da escola, pode notar claramente que a vida social acaba de ser extinta dos dias úteis da semana. E claro, como os professores adoram matemática e exercícios, boa parte das horas de vida social do final de semana hão de ser substituídas por exercícios matemáticos. Derivadas, integrais, cereais...
Por Moreno chocolate em 8/02/2006 08:22:00 PM
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Você é uma pessoa educada, simpática, inteligente, não pode ficar descendo do salto por qualquer folga. Mas tem gente que faz questão de testar sua paciência.
Está feliz, sussegada, lendo uma revista, deixando o almoço descansar no seu estomago. Ah que benção! Hora pós-almoço, a melhor! Aquela vontade de fazer nada toma conta de você.
De repente a campainha toca. Quando abre a porta aquele susto! Seria a minha vizinha ou uma versão da Tati Quebra Barraco? Tudo bem, não vamos criticar o estilo de se vestir dos outros. Depois do susto tomado, caio em mim e atendo a criatura , com um sorriso de um canto ao outro do rosto.
__ Oee, tudo bem?
__ Fala Fofura! Sabe o que é? Eu vou sair pra pedalar, rola de você me emprestar o seu walkman?
Na hora eu pensei: "Vestida assim, você vai sair pra pedalar ou pra fazer algo que rime com isso?". Achei melhor guardar essas palavras só em pensamento.
__ Ah desculpa, mas eu não tenho um walkman.
__ Tem sim! Me empresta vai!
Como que é? Eu tenho walkman e não sabia? Cada uma que me aparece...
__ Não, você deve estar enganada querida. Eu não tenho !!! (O sangue já tava subindo a cabeça!)
__ Mas é claro que você tem, eu vi seu irmão usando.
__ Você deve ter visto coisa, eu não tenho walkman, e se ele estava usando um, pode ser emprestado ué.
__ Fofura! Para de enrolar, e pega o walkman logo! Eu quero ir pedalar e tem nada pra ouvir. Eu sei que você tem, me empresta.
Atrevida!!! Que criatura folgada, estragou a minha hora pós-almoço. Nem dele eu lembrava mais, já não dava mais pra disfarçar e tentar manter a harmonia no lugar.
__ Meuuuu, eu não tenho @#$%& nenhuma de walkman! Vai pedalar cantando, ao vivo é bem melhor!
Depois dessa falei mais nada, só fechei a porta. Solução perfeita para esse tipo de coisa.
Tem situações que a gente deve esquecer a educação. Serviu de alguma coisa?
Por Blá em 8/01/2006 09:11:00 PM
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